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Desde 1914, a Associação Académica proporcionou e esteve presente nos mais diversos momentos da vida social, política e educativa do país.
A AAFDL é um símbolo vivo do associativismo universitário em Portugal, tendo estado presente nos diversos marcos da contestação estudantil, desde a crise académica da década de 60 à contestação ao novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior em 2007, passando pela luta contra as propinas e ao financiamento do Ensino Superior nos anos 90.
- 1996 - Protocolo com a Coimbra Editora para distribuição de edições AAFDL
- 1975 / Abril / 8 – A direcção provisória da Associação de Estudantes da Faculdade de Direito de Lisboa e o advogado Romeu Francês, denunciam em conferência de imprensa a existência de «mais de cem revolucionários presos», militantes do MRPP, detidos em «muito más» condições, geralmente presos por «denúncias e coações de elementos do PCP e da UEC».
- 1972 / Outubro / 14 - O funeral de Ribeiro dos Santos junto milhares de pessoas. Quando a urna saiu em ombros de estudantes da casa da família, estes foram substituídos por agentes da PSP, levando a urna para o carro funerário, contrariando a intenção de realizar o funeral a pé. Verificam-se confrontos que se repetem depois no cemitério.
- 1972 / Outubro / 12 - Decorreria nesse dia, no ISCEF, um "meeting contra a repressão". Pouco antes, alguns estudantes encontram um indivíduo tirando notas. Abordado, alega não ter consigo nenhuma identificação. O Secretário do Instituto, na ausência do seu Director, contactou a então PIDE-DGS que enviaria alguém para identificar o indivíduo, como sendo ou não agente da DGS.
Entretanto, o indivíduo é levado para uma anfiteatro, onde se juntariam centenas de estudantes. São-lhes presas as mãos e colocado um saco na cabeça, sendo interrogado pelos estudantes. Ao entrarem no anfiteatro, os dois agentes da PIDE enviados para identificar o suspeito são vaiados pelos estudantes presentes. Acabam por afirmar não conhecer o homem. Gera-se então alguma confusão e alguns estudantes avançam em direcção aos agentes. Um deles empunha uma pistola e acaba por disparar sobre Ribeiro dos Santos e sobre José Lamego. O anfiteatro esvazia-se de imediato. Ambos os feridos são levados por outros estudantes para o Hospital de Santa Maria, onde Ribeiro dos Santos acabou por falecer. Nessa noite, cerca de 300 estudantes reunidos no IST deliberam paralisar toda a Universidade, lançar um comunicado "À População" e a participação em massa no funeral do colega assassinado.
- 1972 / Março - A Faculdade de Direito, sob o pretexto de dotar a Universidade do seu próprio "serviço de segurança", passou a contar com 14 "gorilas", novos contínuos provenientes da Guerra Colonial, especialmente treinados no Estácio Nacional, com funções de policiamento da Faculdade. Passaram a ser proibidas as reuniões de curso em tempo de aulas e as concentrações de alunos nos corredores.
- 1972 / Fevereiro / 26 - Como forma de "normalizar" a vida escolar, o Ministro da Educação Nacional manda encerrar a AAFDL e, pouco depois, quase todas as restantes associações de estudantes.
- 1972 / Novembro / 9 - Há novo boicote às aulas na Faculdade de Direito. São então "suspensos preventivamente" Ribeiro dos Santos (Presidente da Mesa da Assembleia Geral da AAFDL), Maria José Morgado e Galamba de Oliveira (ambos da Direcção da AAFDL).
- 1972 / Fevereiro / 6 - No primeiro dia de frequências na FDL, Ribeiro dos Santos (Presidente da Mesa da Assembleia Geral da AAFD), Pedro Palhinha (Presidente do Conselho Fiscal da AAFDL), João Isidro (Direcção da AAFDL), Teresa Afonso, Alcino Araújo e perto de uma centena de estudantes de Letras, Farmácia e Medicina boicotaram a realização das provas.
- 1971 / Janeiro / 15 - Plenário de estudantes na qual se verifica uma carga policial. Os estudantes fogem para a Cantina, que é depois cercada, erguendo barricadas com mesas e cadeiras. Dezenas de estudantes ficam gravemente feridos.
- 1971 / Janeiro / 14 - A Reunião Geral de Alunos da Faculdade de Direito é interrompida pela polícia que prende dois estudantes.
- 1971 / Janeiro - O Ministro da Educação Educação, Veiga Simão, não homologa os nomes de Eduardo Lobo e Urgel dos Santos para, respectivamente, Presidente da Direcção da AAFDL e Presidente da Mesa da Assembleia Geral, na sequência das eleições ocorridas em 26 e 27 de Novembro de 1970.
- 1970 / Fevereiro / 18 - De madrugada, a Secção de Propaganda da AAFDL é assaltada e nas paredes são inscritos incitamentos contra os piquetes de greve. Pela manhã registam-se confrontos entre estudantes e elementos armados. O Director da Faculdade, Inocêncio Galvão Teles ordena a evacuação das instalações. O Conselho Escolar decide o encerramento da Faculdade, a qual é invadida pela PIDE, agredindo estudantes e apreendendo material, incluindo exames considerados "subversivos".
- 1970 / Janeiro - Os estudantes da FDL iniciam uma greve, reivindicando a abolição do regime de faltas e do carácter altamente selectivo das frequências, a diminuição do número de alunos por aula prática, a abertura da Faculdade à noite para a realização de aulas para os estudantes trabalhadores, como forma de abolir a odiosa discriminação com base económica e social, a representação paritária dos estudantes, através da AAFDL, nos órgãos governativos da Faculdade e da Universidade, destruindo o monopólio dos professores que, muitas vezes, se comportam como agentes do Governo.
- 1967 / Novembro / 25 - As chuvas torrenciais em Lisboa, que provocaram um sem número de desalojados, origina um movimento estudantil de apoio às populações, envolvendo milhares de estudantes.
- 1965 / Janeiro / 22 - Cerca de trezentos estudantes impedem o Reitor Paulo Cunha de discursar no Dia da Universidade. Algumas dezenas são presos e depois torturados pela PIDE. É decretado o luto académico e a greve às aulas.
- 1965 / Janeiro / 20 - Durante a noite, são presos cerca de 50 dirigentes estudantis de Lisboa, nas vésperas de uma evocação da contestação do Decreto-Lei n.º 40 900.
- 1963 / Setembro / 17 - Publicação, no Diário do Governo (II Série, n.º 219), dos "Estatutos da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa", após parecer da Comissão Permanente das Organizações Circum-Escolares, nos termos dos artigos 13.º e 20.º do Decreto-Lei n.º 44 632, de 15 de Outubro de 1962, e 1.º do Decreto n.º 45 043, de 23 de Maio de 1963
- 1962 / Outubro / 15 - Publicação do Decreto-Lei n.º 44 632, que revoga o Decreto-Lei n.º 40 900.
- 1962 / Junho / 14 - Num plenário no IST, é suspensa a falta aos exames e são aprovadas duas manifestações para com Eurico de Figueiredo (Presidente da pró-associação de Medicina, entretanto detido).
- 1962 / Maio / 11 - Na madrugada do dia 11, a Cantina é cercada pela polícia, estando no interior cerca de 1200 de estudantes e alguns professores. Os estudantes são então presos e enviados em autocarros da Carris para diversos estabelecimentos prisionais. Entre os estudantes, encontrava-se cerca de uma centena de raparigas, quase todas sem autorização para sair à noite, que são transportadas para o Governo Civil.
- 1962 / Maio / 10 - Persistindo a suspensão dos dirigentes estudandis, é decretada a greve geral, que inclui a falta às aulas, às frequências e aos exames finais. O Vice-Reitor pede a presença de um representante estudantil no Senado Universitário, comunicando-lhe que quer acabar com a greve e pretende a desocupação da Cantina. Perante a impossibilidade de o fazerem no tempo fixado, os estudantes são informados de que o Senado havia aprovado uma resolução devolvendo as instalações académicas ao Governo.
- 1962 / Maio / 9 - O plenário, com seis mil estudantes, aprova a greve de fome. As dezenas de grevistas reúnem-se na Cantina, barricando-se.
- 1962 / Maio / 5 - Na sequência da suspensão da greve, o Senado Universitário solicita do Ministro da Educação para que autorize o normal funcionamento das associações de estudantes.
- 1962 / Abril / 30 - Novo plenário de estudantes no Estádio Universitário, que decide pela suspensão da greve, aceitando uma proposta do Senado da Universidade para que existam negociações na resolução dos problemas académicos.
- 1962 / Abril / 16 - Num dos mais concorridos plenários, com a presença de agentes infiltrados da PIDE, os estudantes decidem retomar o luto e a greve às aulas. O Ministério da Educação decide então suspende as direcções das AEs de Lisboa.
- 1962 / Abril / 14 - Na residência de Oliveira Salazar, Jorge Sampaio (RIA), José Vasconcelos Abreu (AAFDL), José António Tavares da Cruz, Manuel Magalhães e Medeiros Ferreira encontram-se então com o Ministro, Correia de Oliveira, que limita-se a proferir um discurso, no qual refere que "o poder não pode ser desafiado porque o poder não pode ser vencido". Diz ainda que a competência para os assuntos que os estudantes querem ver tratados é do Ministro da Educação, Lopes de Almeida.
- 1962 / Abril / 10 - A greve é interrompida após o Professor Decano da FDL, Costa Leite, antigo Ministro, ter prometido usar a sua influência para a revelação das faltas dos alunos em greve. Consegue ainda para os estudantes uma audiência com o Ministro de Estado, Dr. Correia de Oliveira.
- 1962 / Abril / 8-9 - Sucedem-se os plenários de estudantes, que têm como principais oradores Jorge Sampaio (então Secretário-Geral da RIA, no ano seguinte a presidir à AAFDL), Victor Wengorovius (AAFDL), Eurico de Figueiredo e Abílio Mendes.
- 1962 / Abril / 7 - Após plenário no Estádio Universitário, os estudantes rumam silenciosamente ao Ministério, no Campo Mártires da Pátria, mas são impedidos pela polícia, verificando-se confrontos e prisões.
- 1962 / Abril / 6 - A Direcção da AAFDL emite um comunicado em que reafirma a confiança que deposita no espírito académico, apelando ao luto e a à união dos estudantes. Mobilização de milhares de estudantes em frente à Reitoria da UL, rumando depois para o Ministério da Educação.
- 1962 / Abril / 5 - Numa nota divulgada nos jornais, o Governo declara "não autorizado o Dia do Estudante", uma vez que, segundo ele, não haviam sido cumpridas as condições fixadas, designadamente a prévia comunicação do programa aos Reitores.
Marcello Cateno demite-se, secundado pelos Directores das Faculdades da Universidade de Lisboa. A RIA decide retomar o luto académico, "pedindo aos estudantes que se abstenham de comparecer nas aulas".
- 1962 / Março / 31 - Marcello Caetano aceita permanecer no cargo de Reitor, após reunião com o Ministro Lopes de Almeida.
- 1962 / Março / 28 - Numa reunião com o Ministro, o Dia do Estudante é recalendarizado para os dias 7 e 8 de Abril. Logo nesse dia é entregue aos Reitores o programa das celebrações.
- 1962 / Março / 27 - O Ministério divulga uma nota onde apresenta as razões para a proibição do Dia do Estudante, o qual merece resposta da massa estudantil, através da RIA, que geria e conciliava as diversas posições.
Pela pressão causada pela paralização universitária, o Ministro Lopes de Almeira é obrigado a dialogar com os estudantes, recebendo, assim, o Presidente da AAFDL, José Vasconcelos Abreu, e o Presidente da pró-associação de Medicina. À noite, pela abertura demonstrada ao diálogo, é levantado o luto académico, são libertados os estudantes presos e realiza-se um jantar de confraternização na Catina.
- 1962 / Março / 25 - Os estudantes reúnem-se pela manhã na sala de alunos da FMUL, a qual é depois invadida pela polícia. Surge entretanto a notícia de que Marcello Caetano tinha pedido a exoneração do cargo de Reitor.
À noite, a RIA (Reunião Inter-Associações) aprova o luto académico, pela defesa dos valores corporativos da Universidade e pela sua autonomia. São criados piquetes de greve. Ao movimento estudantil juntam-se alguns professores.
- 1962 / Março / 24 - A Cidade Universitária é ocupada pela polícia para impedir as comemorações do Dia do Estudante, organizado pelas associações de estudantes e pró-associações.
A polícia tenta entrar na Faculdade de Direito, mas é impedida pelo Director da Faculdade, Galvão Teles. Uma delegação de estudantes, incluindo da AAFDL, dirige-se a casa do Reitor, Marcello Caetano, o qual contacta o Ministro do Interior, pedindo a retirada da polícia. Contudo, verifica-se apenas um afastamento. O Governo marca então, para essa tarde, uma reunião com os estudantes, mas acaba por não comparacer. Surge entretanto as primeiras cargas policiais, com os estudantes reunidos no Estádio Universitário, nas actividades do Dia do Estudante. O Reitor, Marcello Caetano, depois de dialogar com a polícia, pede a desmobilização dos estudantes e convida-os para jantar no "Castanheira de Moura", ao invés da Catina, como previsto no programa do Dia. Aos vivas à "unidade" e ao "Dia ao Estudante", a polícia responde novamente, ferindo e detendo dezenas de estudantes.
- 1957 / Janeiro / 16 - No dia da ratificação do Decreto pelo Assembleia Nacional, os estudantes são aconselhados, pelo Presidente da Assembleia Nacional de entregar um abaixo-assinado exigindo a revogação do diploma.
- 1956 / Dezembro / 12 - É aprovado o Decreto n.º 40 900, que limita o funcionamento das associações de estudantes. Nesse mesmo dia, reúne a RIA (Reunão Inter-Associações), com a presença da AAC.
- 1949 - Criação da Comissão Inter-Associações de Estudantes (CIA).
- 1935 / Janeiro / 22 - Publicação, no Diário do Governo, dos "Estatutos da Associação dos Estudantes de Direitio de Lisboa", pela Portaria n.º 7983 do Ministério da Instrução Pública.
- 1932 / Agosto / 6 - Publicação, no Diário de Governo, do Decreto n.º 21:566, de 3 de Agosto, que regula o funcionamento das instituições associativas escolares.
- 1931 / Abril / 28 - As aulas da Faculdade de Direito de Lisboa são invadidas por vários grupos de estudantes com vivas à greve, à República e à liberdade e com morras à ditadura e à reacção, levando a confronto entre estudantes. José Cruz Ferreira, eleito para o Conselho Directivo da AAFDL no ano seguinte, iça uma bandeira vermelha na FDL Perante a presença da PSP, da GNR, da Polícia de Informações e de forças militares, os estudantes refugiam-se na Faculdade de Medicina, onde alguns acabam por ser presos; outros escapam vestindo batas brancas cedidas por docentes daquela Faculdade.
- 1930 / Novembro / 19 - Na sequência da prisão do Presidente da Federação Académica, Francisco Joaquim Mendes (Ciências), a assembleia de estudantes de Direito, que se encontrava reunida para eleição do seu representante na assembleia da Universidade, decide pelo envio de uma delegação ao Ministério da Intrução para exigir a libertação imediata do colega detido. Verificou-se, contudo, o designado "assalto ao Ministério da Instrução", do qual tomaram parte dezenas de estudantes, maioritariamente de Direito, entre eles o antigo Presidente da AAFDL, José Magalhães Godinho. Após invadirem o Ministério, estando o Ministro em fuga, são presos, sendo libertados de madrugada.
- 1930 / Novembro - A Direcção da AAFDL lança o manifesto "À Academia de Portugal", com o objectivo de modificar o "estado e marcha das coisas académicas". Este manifesto é composto por um conjunto de reivindicações, que passam por mais financiamento destinado ao Ministério da Instrução, modernização dos métodos de ensino, competência como factor decisivo na escolha de titulares de funções directivas, existência de concursos para professores, residências e bolsas de estudo e participação dos estudantes nos conselhos escolares.
- 1928 / Novembro / 7 - Eleição, por grande maioria, dos novos órgãos da AAFDL, compostos quais exclusivamente por republicanos (com excepção de um membro do Conselho Fiscal, monárquico constitucionalista).
- 1928 / Outubro - Aprovação do Decreto n.º 16 044, de 16 de Outubro, que restabelece a FDL
- 1928 / Junho - Término das greves, após promessa do Ministro da Intrução Pública, Duarte Pacheco, de restabelecer as Faculdades extintas e de satisfazer as exigências dos estudantes. O movimento de protesto finda com a criação de uma época excepcional de exames (até 15 de Outubro) e com a fixação do dia 29 de Outubro para a sessão solene de abertura do ano académico.
- 1925 / Maio - "Carta Aberta dos Estudantes das Universidades Portuguesas ao Exm.º Sr. Ministro da Instrução".
- 1928 / Abril / 29 - Assembleia Geral dos Estudantes de Direito de Lisboa, que, "considerando que se encontram esgotados contra o seu desejo todos os meios suasórios para a boa resolução do conflito", reafirmam as posições aprovadas na Moção aprovada em 17 de Abril e decidem abandonar as aulas e a elas não regressar sem que as respectivas faltas sejam anuladas. Deliberam ainda efectuar um esclarecimento da opinião pública.
- 1928 / Abril / 24 - Na sequência da reponderação do novo Ministro da Instrução, Duarte Pacheco, os estudantes votam o regresso às aulas "aguardando a resposta do Sr. Ministro".
- 1928 / Abril / 17 - Assembleia Geral dos Estudantes de Direito de Lisboa, que aprova uma Moção elogiando a posição do corpo docente da FDL, saudando a posição dos professores da FDUC e do Senado da Universidade de Lisboa, bem como toda a Academia Portuguesa. Os estudantes deliberam ainda "não comparecer em actos senão em Lisboa, com certeza de que a sua Faculdade será mantida". É alinda eleita uma comissão para dirigir a actuação dos estudantes (composta por Albano Matos Cid, José Magalhães Godinho - Tesoureiro - e Manuel Rocheta - Presidente).
- 1928 / Abril / 16 - Requerimento dos professores da FDL apresentando o pedido de demissão, entretanto retirado a 22 de Abril, após Duarte Pacheco, novo Ministro da Instrução Pública, ter deixado em aberto a restauração da Faculdade.
- 1928 / Abril / 14 - Publicação, no Diário de Governo, do Decreto n.º 15 365 que exingue, entre outras, a Faculdade de Direito de Lisboa.
- 1928 / Março / 31 - Abranches Ferrão, Director da Faculdade (então com 583 estudantes), comunica ao Conselho Escolar o projecto de extinção da Faculdade, a qual apresenta de imediato ao Governo uma exposição justificativa da existência da Faculdade.
- 1928 / Abril a Outubro - movimento de protesto na FDL, que origina uma greve geral, a qual promove o ideal republicano e critica a política colonial da Ditadura. Este movimento origina a invasão, pela primeira vez na história, das Universidade por forças policiais e militares, com agressão de estudantes e a sua incorporação no Exército.
- 1927 / Dezembro / 1 - Prisão de José Magalhães Godinho, Tesoureiro, na esquadra do Teatro Nacional, por ter tomado parte na manifestação de estudantes que vaiou o general Carmona na sua passagem pelo Rossio.
- 1926 - Greve académica, em geral pelo estado do ensino, acompanhada por posições críticas à Ditadura Militar. Em concreto, na Faculdade de Direito de Lisboa, a greve ocorre na sequência da criação da Ordem dos Advogados (Decreto n.º 12 334, de 19 de Setembro de 1926), que impõe a inscrição na Ordem para a prática da advocacia, precedida de estágio de 18 meses (período reduzido para seis meses, pelo Decreto n.º 12 449, de 9 de Outubro de 1926, para os então estudantes).
- 1914 / Novembro / 20 - Visto do Governador Civil de Lisboa, reconhecendo a constituição da AAFDL, nos termos da Lei de 14 de Fevereiro de 1907.
- 1914 / Novembro / 15 - Aprovação definitiva dos estatutos da "Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa" em Assembleia Geral, constituindo uma associação académica dos alunos da "Faculdade de Estudos Sociais e de Direito da Universidade de Lisbôa".
- 1871 - Constituição da Federação Académica de Lisboa (relançada em Março de 1913)
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